A “onda” dos cabelos cacheados! Parte I

Ol@! Tudo bem?

Hoje nossa roda de conversas inclui algo que 73% da população brasileira possui: cabelos ondulados, crespos ou, cacheados! Sim, sim…, o Brasil é o país dos cabelos com cachos! Cabelos cacheados constituem nossa originalidade e identidade! Lindo isso!

Mas, nem sempre foi assim. A valorização dos cabelos volumosos, os cachos em evidência nas campanhas publicitárias, o visual cacheado associado aos ícones de beleza e adolescentes que nem pensam em abrir mão dos seus caracóis, é um movimento é bem recente. Essa é uma conversa muito boa e não cabe num artigo só. Por isso, o convite é para uma conversa de quatro etapas!

Parte 1 – COMPORTAMENTO e DEMANDAS do consumidor. Parte 2 – CARACTERÍSTICAS da  FISIOLOGIA capilar e tipos de CURVATURAS. Parte 3 – Como enfrentar a TRANSIÇÃO – voltar ter cachos. Parte 3 – Em relação aos PRINCIPAIS ATIVOS que a indústria cosmética sugere

COMPORTAMENTO

Ufa! Finalmente estamos a trazer e ascender um aspecto importante da nossa brasilidade e cultura com especial ênfase na tendência de retorno aos cabelos naturais ou, em outras palavras da valorização da autoestima!

Os fios encaracolados e crespos passaram por várias tendências em nossa história recente. Disciplinados pelos primeiros alisamentos do século passado, foram presos 1950 e 1960 em coques e outros penteados.

Em 1970 destaca-se o movimento black power. Vários artistas negros se destacavam no panorama musical e cinematográfico com suas altas e volumosas madeixas. No Brasil, em 1971,  coube a notável Elis Regina imortalizar “Black in beautiful” numa canção de Marcos Valle. (FRANQUILINO, Erica), 2017.p.06)

A permanente dos anos 80

Nos anos 1980 toma conta  a febre das permanentes! Técnica que, com ajuda de bobis e “bigodinhos” e soluções cosméticas a base de thioglicolato de amônia, (que se desatava pelo forte odor),  encaracolava os cabelos lisos.

Eu mesma fui uma adepta dessa técnica, tamanha era a paixão pelos cachos. E esta experiência foi horrível pois, o excesso de química fez com que meus cabelos lisos e loiros “quebrassem todos” na altura da raiz e, eu tinha apenas 15 anos.

Bem, quase todo(a)s temos uma história “cabeluda” não bem-sucedida em salões de beleza.

 

Historicamente o corpo e, com ele os cabelos,  são carregados de simbologias.Em 1990,  alavancados pela praticidade, chegaram com toda ênfase, as tão procuradas e faladas escovas progressivas.

Os alisamentos, o cabelo liso, chapado e sua praticidade – a escova progressiva – revolucionou o mercado cosmético e a transformação capilar lisa definitiva ou, temporária, conquistou um número muito expressivo de mulheres e homens no país todo.

Embora essa técnica ainda persista na grande maioria dos salões, a “febre” das lisas e chapadas passou. E, esta transição, trouxe novas tecnologias como as escovas de bases ácidas que promovem o realinhamento e distensão da fibra com o objetivo de alterar a forma, reduzir frizz e volume sem deixar aquele liso escorrido ou chapado..

Associadas ao cabelão  de modelos que ditam tendências e com ondas volumosas como as da Über model Gisele Bündchen, esse período evidenciou uma tendência de que o cabelo com volume é passível de ter balanço, penteados e tranças. Ainda que sutilmente, também foi aí que começou a “desconstrução” de padrões estéticos.  Depois do reinado dos cabelos lisos, cabelos alisados e chapados, cresce  com ênfase e força  o movimento de pessoas que desejam fazer o “caminho de inverso” e optam por assumir seus cachos naturais e cabelos volumosos.  Para Érica Franquilino, em artigo na Revista Negócios da Indústria da Beleza,

“O retorno aos cachos faz parte de um movimento de valorização da autenticidade e da diversidade, bem como de formas mais naturais de cuidar dos fios.” (Edição Temática, outubro 2017, p. 6)
Na busca de qualidade de vida, na simplicidade em viver a felicidade, mais que em qualquer outro momento, é tempo de reconhecer o ser autêntico, original e singular no corpo, olhar, pele, cor, cultura, cabelos… na inteireza do SER.

A autoestima

Autoestima: “ficar contente com seu jeito de ser. Confiar nos seus atos. Se gostar”. Foi com esses conceitos que no dia 03 de agosto de 2018, o programa Globo Repórter da TV Globo faz sua abertura sobre o tema bem apropriado para esse tempo..

Não ao acaso, mídias sociais, blogs, canais de You Tube e, até mesmo, o programa da TV, trazem o tema dos cabelos cacheados que, para muitos, sempre foi alvo de preconceito, discriminação, vergonha e bullying.

Os novos olhares se voltam para a diversidade e miscigenação trazendo dicas e técnicas para quem deseja resgatar os cabelos encaracolados e, junto com as ondas, o resgatar sua própria história com a assunção da  identidade e originalidade. Ao assumirmos os nossos trejeitos estaremos percorrendo o caminho da autoaceitação e estaremos mais próximos da autoestima e bem-estar, hoje tão saudáveis e almejados.

A temática a “onda” dos cachos”  apresentados neste espaço de conversas da Autoria Cosméticos, traz nada mais e nada menos, do que a ideia inicial da própria marca: Autoria: original e do seu jeito!

A Autoria Cosméticos começou a ser alinhavada em meados de 2016, preocupou-se em fazer a seguinte pergunta para centenas de consumidoras em salões de beleza, nas ruas, nos bares…: “se o seu cabelo falasse, o que ele diria?”

Ainda muito influenciadas pelas tendências de um período recente que as instigava ao cabelo liso, algumas mulheres ainda tímidas em sua fala, sentiam saudades de seu cabelão, uma vez que as progressivas estavam a deixar os cabelos finos e minguados. “gostaria dos meus cachos de volta!”

O retorno aos cachos, aos fios encaracolados parecia algo ainda muito distante e quase impossível de “enfrentar”. Entretanto,as mídias sociais, as blogueiras e youtubers estão sendo essenciais para o processo de transição capilar. A ascensão e a aceitação dos fios crespos vêm permeada pelo viés da auto aceitação e de contestação de padrões de beleza quase sempre ditados pela indústria do consumo.

Comportamentos e demandas do consumidor: ele mudou!

Vale aqui lembrar que o perfil do consumidor deste novo tempo mudou. Chamamos de consumidor 4.0. Ele é hiper conectado e ávido por novidades. Mas, não qualquer novidade.

Ele gosta de transparência e compartilha tudo. Para o bem ou, para o mal.

Esse novo consumidor está atento a informações fidedignas e referenciadas, Além disso, busca soluções cosméticas Micelares e de Alta Performance.

Estas soluções Micelares são soluções que cumprem o que prometem. Soluções que trazem em sua base a credibilidade, a confiança e o resultado esperado.

Esse consumidor ao olhar para espelho deseja estar satisfeito e se sentir bem com ele mesmo. Assim, se um produto, a exemplo de um shampoo, promete uma limpeza residual, ele deverá simultaneamente repor algo nutritivo nos cabelos. Isso é uma solução Micelar. Mas, esse é um assunto para outra conversa. Prometo! Agora voltemos aos cachos!

É a vez e “voz” do cacho!

Eles, os cachos, estão em alta! É a vez e “voz” do cacho! “Escute” seu cabelo!

Nesta direção, assumir os fios crespos e cacheados está relacionado ao desejo de afirmação, de liberdade de escolha e de assunção da beleza singular de cada um e de cada uma – a sua autoestima.

Podemos até arriscar a dizer que é uma atitude que vem associada a um cenário e de uma sociedade que vem questionando “o que é o belo e a beleza”. Não apenas aos fios de cabelos de diferentes estilos, tamanhos, multicoloridos, trançados, crespos, cacheados, volumosos e cheios de personalidade, como também, ao corpo que se aceita em seus padrões étnicos e estéticos

A “onda” dos cachos está apenas começando

Os estudos sobre a “volta dos cachos” apontam que esta “onda” está apenas começando. Entender um pouco mais sobre o quê as pessoas falam sobre as cacheadas, qual é o real interesse e, também, se existem diferenças entre cabelos crespos e cacheados, para os cabelos lisos, além da forma?

Segundo Érica Franquilino, um estudo produzido pelo Google BrandLab no Brasil constatou os seguintes dados:

– A busca pelos cabelos cacheados cresceu 232% no último ano, passando pela primeira vez o interesse pelos lisos.

– A procura por cabelos afro avançou 309% nos últimos dois anos.

– A nova geração “está saindo do armário”: 24% das mulheres de 18 a 24 anos reconhecem seu cabelo como sendo cacheado. Na contrapartida, as mulheres mais velhas são mais difíceis de declaremse com cabelo cacheado.

– 4 em cada dez mulheres já tiveram vergonha dos seus cachos e, uma em cada 3 mulheres diz ter sofrido preconceito por causa do cabelo.

– A transição capilar (do liso para crespo) aumentaram 55% nos últimos dois anos.

– 68% do público que tem interesse pelo assunto espera uma postura mais aberta e transparente sobre os claims de produtos e como são feitos.

– 52% desejam que as marcas abram espaços para participação: querem se sentir informados e envolvidos.

Referências: FRANQUILINO, Érica. Revista de Negócios da Indústria da Beleza. Edição Temática, 2017,

Existem diferenças entre cabelos crespos e cacheados, para os cabelos lisos, além da forma? Este será o assunto da nossa próxima conversa!

Parte 2 – CARACTERÍSTICAS da FISIOLOGIA capilar e tipos de CURVATURAS.

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